A música sempre esteve presente na vida de Jane Duboc. Nascida em Belém, Pará, aos 17 anos foi para os Estados Unidos, onde morou por seis anos e estudou orquestração, canto lírico, flauta e arte dramática.

Ainda nos EUA, integrou o Trio Rio, que tocava música brasileira. De volta ao Brasil, foi crooner da Banda Veneno, fez parte da Rio Jazz Orquestra, cantou jingles, participou de festivais e de trilhas sonoras para cinema, teatro e televisão – gravou canções para novelas da Rede Globo como “Sonhos” (Fera Radical), “Besame” (Vale Tudo) e “De Corpo Inteiro” (O Salvador da Pátria).

Excursionou com Toquinho pela Itália, com Egberto Gismonti com o show Água e Vinho, fez inúmeras participações em discos de artistas como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque e Hermeto Pascoal. Substituiu Sinead O’Connor cantando a música “Blood in the Even” no show de Peter Gabriel e gravou com o saxofonista Gerry Mulligan o CD Paraíso, lançado no Japão.

Em 1990, Jane estreou o espetáculo Movie Melodies interpretando clássicos do cinema como “As Times Goes By” e “Bewitched”. O sucesso foi tão grande que o show virou CD e lhe valeu o Prêmio Sharp de Melhor Cantora – Canção Popular. Em 2002, comemorou 30 anos de carreira com o CD Sweet Lady Jane. Quatro anos depois, a coletânea Uma Voz… Uma Paixão foi indicada ao Grammy Latino de Melhor Álbum de MPB.

O ano de 2010 assinala dois momentos especiais para a cantora: conquistou o 21º Prêmio da Música Brasileira de Melhor Disco em Língua Estrangeira com o álbum Tributo a Ella Fitzgerald (2009) e lançou Sweet Face of Love – Jane Duboc Sings Jay Vaquer, em que interpreta canções de seu filho. Em 2012, foi incluída na lista As 100 Maiores Vozes da Música Brasileira pela revista Rolling Stones Brasil.

Paralelamente à carreira de cantora, Jane escreveu um romance (Tomara) e dois livros infantis (Jeguelhinho e Bia e Buze), que viraram musicais.

Em 2018, Jane Duboc lançou o álbum Duetos e se apresentou acompanhada pelo maestro Ogair Júnior nos shows Tributo a Burt Bacharach e É Melhor Ser Alegre que Ser Triste – Tributo a Vinicius de Moraes. E ainda revisitou muitos de seus sucessos no show Uma Vida para a Música.