Carioca da gema, Tania Alves nasceu e cresceu em Copacabana. Estudou acordeão e, com o pai, aprendeu a tocar violão e cantar boleros. Estudou música erudita, cantou em coral e tocou flauta. A carreira de atriz andou sempre paralela à de cantora. Foram dezenas de peças, shows, novelas, filmes e discos. E muitos prêmios.

O sucesso como cantora veio com a chula “Amor de Matar”, do disco Dona de Mim, que integrou a trilha sonora da minissérie da Rede Globo Tenda dos Milagres. Entre os cerca de 20 discos que gravou estão Amores e Boleros, Bandeira e Novos Sabores.

Estrelou a primeira minissérie da Globo, Lampião e Maria Bonita, que entrou para a história da TV brasileira e marcou sua carreira. Ainda na emissora, atuou no programa Morte e Vida Severina, que conquistou o Prêmio Emmy. Na Manchete, integrou o elenco de Pantanal, marco da teledramaturgia nacional. Em 2011, fez Araguaia, na Globo. Em 2017, foi uma das mais elogiadas participantes do programa Dancing Brasil, da Record TV.

No cinema, recebeu o prêmio APCA de Melhor Atriz por O Olho Mágico do Amor e o Kikito de Melhor Atriz Coadjuvante no Festival de Gramado por Cabaré Mineiro. Outro sucesso foi Parahyba Mulher Macho, dirigido por Tizuka Yamasaki, pelo qual recebeu o prêmio de Melhor Atriz nos festivais de Havana (Cuba) e Cartagena (Colômbia).

No teatro ganhou o prêmio APCA de Atriz Revelação por Viva o Cordão Encarnado. Com Jonas Bloch, produziu, escreveu e dirigiu Dois Pontos, prêmio do SNT de Melhor Espetáculo do Ano. Foi indicada ao prêmio Mambembe de Melhor Atriz por O Fado e a Sina de Mateus e Catrina.

Atualmente, Tania está em turnê com o espetáculo Palavra de Mulher (pelo qual foi indicada ao Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Atriz de Musicais) – com DVD lançado em 2015 –, que comemora dez anos de sucesso. Nele a cantora sobe ao palco ao lado de Lucinha Lins e Virgínia Rosa para interpretar e cantar personagens femininas imortalizadas nas canções de Chico Buarque.